Quinta-feira, Novembro 30, 2006

Operation Kid








A Electronic Arts irá lancar este fim de semana mais um jogo da série Medal of Honor. Sob o título "Medal of Honor - Operation Kid", a marca alcança um novo patamar ao nível dos jogos de guerra. A acção desenrola-se na remota aldeia de Sequeiros, em Portugal.
É, sem dúvida, o jogo da década. Engana-se quem pensa que irá apenas encontrar uma evolução em relação aos jogos anteriores da série. Operation Kid é radicalmente superior em todos os aspectos, desde o gráfico, o sonoro, o nível de detalhe, a história, etc. Neste jogo, podemos ser uma de quatro personagens: um ajudante de político guerreiro, um maníaco por ducatis guerreiro, um João Jardim guerreiro e um informático guerreiro, todos antigos combatentes da guerra colonial. O objectivo será vencerem o Incrível Carneiro, líder de um grupo terrorista que aterroriza a pacata população de Sequeiros.
A maior novidade neste jogo são as armas disponíveis. Para além das convencionais pistolas, metralhadoras, granadas, etc., o jogador terá ao seu dispor todo um arsenal de garrafas de cerveja, whiskey, jogos de cartas, etc., que conduzem a uma experiência nunca antes vista num jogo para a Playstation.
Bom jogo meus amigos.

Terça-feira, Novembro 21, 2006

Para quem não acredita


Desde puto que tenho uma fobia com tubarões. Todos os meus amigos acham um bocado ridículo o facto de eu ter medo de tomar banho ao final da tarde, mesmo na Costa da Caparica, mas o facto é que eles andam aí meus amigos. Esta foto foi tirada do site da Lusa e, segundo a legenda, trata-se de um tubarão-frade com cerca de 7 metros de comprimento e 2,5 toneladas, que foi capturado acidentalmente por um grupo de pescadores, terça-feira, ao largo de Sesimbra.

Segunda-feira, Novembro 20, 2006

Paras os Fãs



No site do Público - cinecartaz - há um concurso em que, para além de bilhetes duplos para o filme, se podem ganhar incríveis acessórios Borat, tais como este genial fato de banho.

Segunda-feira, Novembro 13, 2006

Há dias felizes

Depois de passar um fim de semana miserável, em que descobri, entre outras desgraças, que ao lado da minha casa nova abriu o Grandela do Sexo, finalmente aconteceu qualquer coisa de bom. Vou sair da chafarica e passar a vender tacinhas de tinto num restaurante de luxo.

Sexta-feira, Novembro 10, 2006

Sugestão para o fim de semana

Não vão ver "O Perfume - História de um assassino "!

Pequena dúvida

Iremos dicutir em breve a despenalização da prática do aborto. De acordo com o noticiado, a questão que irá ser referendada é a despenalização do aborto até às dez semanas. A pergunta que irá ser colocada é, desde logo, demasiado vaga para poder obter uma resposta séria, atendendo a que se refere apenas à despenalização, sem fazer qualquer referência a qual será o modo como o Estado irá relevar o aborto, caso vença o sim. Parto do pressuposto que irá passar a ser uma conduta plenamente legal, se efectuada dentro dos condicionalismos, nomeadamente temporais, que irão ser previstos na lei. Assim, não haverá outro modo de evitar profundas desigualdades senão a de que seja o próprio Estado a garantir, através do sistema nacional de saúde, a realização do aborto. E é aqui que se coloca a minha dúvida, atendendo à limitação temporal (dez semanas) dentro da qual tal prática passará a ser lícita. Todos conhecemos o nosso sistema de saúde. Se alguém que pretende marcar uma consulta com o seu médico de família tem de esperar quase um mês para o conseguir, ou para realizar uma operação num hospital tem de ficar numa interminável lista de espera, está o Estado em condições de assegurar a realização do aborto dentro do limite temporal que o próprio estabeleceu? Francamente, parece-me que não. E qual será a consequência no caso de uma mulher solicitar a realização de um aborto antes das dez semanas, mas o Estado não conseguir realizar tal acto dentro do período legal? Passará o conceito de "existência de vida humana" a estar dependente da capacidade do Estado de cumprir os seus próprios compromissos? Se sim, salvo para as pessoas que tiverem capacidade de pagar a realização do aborto num sistema privado, duvido que vá haver muitos casos de abortos legais efectuados por que não tenha dinheiro para os pagar.
Já agora, e para quem anda menos atento, já repararam na forma como o aborto passou a ser designado? Não há notícia de jornal em que se leia a palavra aborto, aliás, todo o debate é feito em torno do conceito "interrupção voluntária da gravidez", bem mais suave, quando, o que está em causa, é precisamente a despenalização de um crime que, de acordo com o nosso Código Penal, se designa "Aborto".
No último referendo votei no sentido que obteve vencimento, no entanto, hoje em dia, embora tenha muitas dúvidas, inclino-me para votar no sim. Porém, e por se tratar de um assunto demasiado sério, apenas gostaria que a questão não fosse discutida como se se tratasse de mais um Orçamento de Estado.
Estou parado algures entre Covelo e Portimão.

Quarta-feira, Novembro 08, 2006

Os piegas com sede vão parar a Guantanamo

Se há locais de que gosto são as chegadas dos aeroportos. Não há nada mais comovente do que ficar a ver as reacções das pessoas à espera dos seus amigos, familiares, namoradas, etc., quando estas passam por aquela porta mágica que os traz novamente para junto de nós. As lágrimas, os sorrisos, os abraços, os beijos, enchem-nos de um sentimento de humanidade que rareia nos tempos que correm. Mas isto acabou.
No outro dia, fui esperar uma pessoa de quem gosto muito ao aeroporto. Lá estava eu, no meio de dezenas de outros que, como eu, esperavam ansiosamente, com as lágrimas prontas a saltar e os braços prontos para abraçar. Surgiram os primeiros passageiros e logo começaram os gritos de alegria até que, lá ao fundo, surge a pessoa de quem eu estava à espera. Emocionada por me ver, ela abre a mala de mão e tira uma garrafa de água. Antes de a conseguir pôr à boca, surgem quatro agentes de segurança. O primeiro lança-se em voo, fazendo-lhe uma placagem, o segundo imobiliza-a por trás, o terceiro segura-lhe nos braços enquanto o quarto, espeta-lhe com um bastão na cara que lhe arranca três dentes da frente. Eu começo a correr em direcção à minha amiga para a tentar salvar dos braços daqueles animais. De imediato levo uma bastonada (não das do José Miguel Júdice) no estômago, que me deixa inconsciente.
Hoje escrevo-vos de Guantanamo Bay, em Cuba.

Terça-feira, Novembro 07, 2006

O dia do presidente de um clube de fãs


Acorda pelas 8.30., ficando a olhar durante cinco minutos para o poster da Mónica Sintra. Antes que a mulher acorde, sai sorrateiramente da cama e prega um beijo no poster. A mulher acorda e ele sai do quarto, dirige-se à sala e liga o leitor de cd's. Vai para a casa de banho deixando o "Á espera de ti"a tocar em altos berros (o vizinho de cima acorda). Faz a barba deixando a porta da casa de banho aberta para conseguir ouvir "Não roubarás o meu coração". Depois de beber o leite matinal numa caneca com a fotografia da artista, desce sem se despedir da mulher e entra no seu Renault Kangoo. Liga imediatamente o rádio, onde está a passar "Chorar na despedida", sente-se cheio de sorte. Vai todo o caminho a olhar para a capa do "Sempre Tua" que tem pendurada na espelho retrovisor. Chega à repartição liga o computador e, antes que chegue o colega do lado, beija a fotografia da cantora no monitor do seu computador. Antes de começar a trabalhar, actualiza as últimas informações no site do clube e envia mails para todos os membros para combinar o ponto de encontro para o concerto dessa noite. Liga para a Rodoviária a marcar o autocarro que os irá levar. Não consegue trabalhar, a expectativa do concerto não o deixa concentrar. À hora do almoço vai rapidamente à tipografia buscar as t-shirts que deixou a imprimir com imagens da capa do último cd para vestirem à noite. Volta para o trabalho, mas continua sem conseguir fazer nada. Sai e, antes de passar por casa para mudar de roupa, dirige-se ao cabeleireiro do centro comercial para depilar as sobrancelhas que não páram de crescer. Entra em casa e mal repara na mulher, está com pressa e a ansiedade cresce à medida em que a hora do concerto se aproxima. No concerto, desmaia ao fim de meia hora, ao som do êxito do seu coração "Diz-me olhos nos olhos". Acorda no Amadora-Sintra e chora. Não conseguiu ir ao back stage e estar perto do seu amor. Volta para casa onde a mulher o espera. São 3 da manhã, pega no seu amiguinho de infância e fecha-se na casa de banho.